WILLINS COELHO LIMA JÚNIOR

Willins, filho único, caminhoneiro profissional desde os 18 anos de idade, filho e neto de caminhoneiro, trabalhou sempre em grandes empresas como: Martins, Transpiotto, Transbet, Transicon Rodoviário Uberaba. Morava junto com os pais em Uberlândia estado de Minas Gerais. Há cerca de 8 anos, resolveu vir de férias passear na casa da tia em Fortaleza. Andando pelas ruas do conjunto viu um caminhão que lhe chamou atenção, tamanha era a paixão dele por caminhão, conversou com o dono do caminhão e foi convidado a fazer uma viagem, carregando milho do Porto para armazéns. Com o tempo ele passou a vê que algo não corria normal, pois o dono do caminhão de nome Arnor Holanda Montenegro Filho mandava que ele tirasse o caminhão daqui e levasse para o Porto de Canindé na BR 020 e lá ficasse com o caminhão e só viesse para casa nos finais de semana, esperando que ele fosse buscá-lo.

Acostumado a ser bom empregado e obedecer ordens, ele assim fez, passaram-se alguns meses, e antes do carnaval de 1999, Willins estava querendo voltar para casa onde estava seus pais, já que o pai se encontrava hospitalizado em Uberlândia por motivo de saúde. Quando manifestou vontade de sair e ir embora, o Arnor, armou uma cruzeta( armação) para meu filho.

Na quarta-feira de cinza passaram o dia com ele, a noite embebedaram-no e na madrugada do dia 10 de fevereiro de 1999 o levaram ao Porto de Canindé dizendo que era para carregar numa britadeira aqui perto, e fizeram o serviço.

São acusados do crime: Arnor Holanda Montenegro Filho, André Luiz Furtado, Francimar Gadelha Loureiro e o pistoleiro por nome de João Pereira Maia( mais conhecido como João Bala). Um crime que eles achavam que seria perfeito, com requintes de muita crueldade, pois mataram com um tiro na cabeça, enrolaram o corpo e jogaram num matagal por nome de Tabuleiro Grande município de Caucaia – CE. Enquanto isso a família desesperada fazendo de tudo, tanto aqui em Fortaleza como em Minas para localizar Willins que estava desaparecido, os pais tiveram que vir de Minas para Fortaleza e assim ajudar nas buscas, mas somente no dia 7 de abril de 1999 o corpo foi reconhecido pelo pai no IML, foi um choque para toda família.

Não mataram só meu Willins, acabaram comigo, levaram um pedaço de mim, mas Deus está me dando forças a todo momento para continuar atrás de justiça, e ela está sendo feita, com a ajuda de Deus, do Dr. Jairo Pequeno(delegado que cuidou do caso, e não abandonou até hoje). Graças a Deus a justiça tá sendo feita, dois já foram condenados. Arnor espera julgamento no presídio e o pistoleiro João Bala foi capturado no estado do Espírito Santo e será trazido para o presídio de Fortaleza, esperamos que tudo seja esclarecido, pois sabemos apenas que foi morto por queima de arquivos, já que sabia sobre toda a sujeira dessa quadrilha.

 
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