NADJA RIBEIRO
Nadja Ribeiro era Terapeuta ocupacional (Unifor), com 31 anos,
após uma discussão com o marido Francinaldo Bezerra,
35anos, policial federal, lotado em Fortaleza, este disparou
vários tiros contra ela, esfacelando o seu crânio
e causando a morte por traumatismo craniano. Fato ocorrido no
quarto da filha do casal de 6 anos, onde ela estava com seu
filho de 10 meses no colo. (as empregadas contaram que ele batia
nela e que havia uma queixa na delegacia da mulher). Fancinaldo
Bezerra se entregou no 4.DP, delegacia em que estava de plantão,
alegando que foi um acidente (a arma disparou e lhe atingiu
o rosto), porém o depoimento de sua filha, de 6 anos
e 10 meses, que deu na delegacia da 25ª, onde foi instaurado
o inquérito, que assistiu e ouviu toda a discussão
derrubou a versão de acidente alegada por Francinaldo
Bezerra. Ele foi indiciado por crime doloso com qualificadores
e mandado a 5ª Vara do crime. Dia 28/04/94 foi decretada
sua prisão ficando preso na Superintendência da
Polícia Federal. Em 08/94 foi posto em liberdade por
habeas corpus. Dia 3 de agosto/97 foi julgado na 5ª vara
do crime. Foi condenado a 15 anos de prisão em regime
fechado no Presídio Paulo Sarasate. Fancinaldo Bezerra
apelou, mas a sentença foi confirmada, usou outro recurso,
o agravo de instrumento, que foi negado no TRF de Brasília.
O processo já transitou em julgado, e o advogado do réu
requeriu ao juiz da vara de execução em Fortaleza,
para que o réu cumprisse a pena na cidade de Natal, onde
ele reside e trabalha, pois continua funcionário da Polícia
Federal onde cumpre pena em regime semi-aberto na Superintendência
da Polícia Federal de Natal-RN, desde dez/2000.
A
carta precatória de execução estava aguardando
despacho na vara de execução de Natal-RN desde
março/2001 que só foi assinada agora pelo juiz
substituto após pressão da família da vítima,
em 20/06/2001, para que o réu cumpra a pena em regime
fechado na Superintendência da Polícia Federal
de Natal-RN.
A
família e seu advogado irão novamente na vara
de execução falar com o juiz para que o réu
cumpra a pena no Presídio Paulo Sarasate, no Ceará,
conforme a sentença dada pela 5ª vara do crime.
Mas, ficaremos satisfeitos se o réu cumprir realmente
a pena no presídio de Natal-RN como determina a lei.
Núbia
Gondim é irmã de Nadja Ribeiro, e coordenadora
da APAVV – Associação de Parentes e Amigos
de Vítimas da Violência. Contatos pelos fones:
291.2745/291.2225/252.4266.