Maria Márcia Nobre de Sousa

No dia 23 de julho de 2002 às 17:30 na Av. Senador Fernandes Távora, 387 no bairro Jóquei Clube era assassinada com 4 tiros a agente de saúde Maria Márcia Nobre de Sousa. Os assassinos usavam uma moto de placa não identificada. Ali se apagara o sorriso de uma jovem alegre e extrovertida que gostava da vida e de ser feliz. Os assassinos, frios e calculistas, acabaram de desestruturar uma família unida e cheia de esperança. Os familiares de Márcia souberam depois que as responsáveis por tamanha monstruosidade teria sido Ana Íris Mendonça e Silvana Rocha Nobre, homossexuais, mandantes, pois soubera-se que Ana Iris estava com ciúmes de Márcia com Silvana, por Márcia ter conseguido ajudar a Silvana agregar seu carro junto a COELCE. Ana Iris ameaçou Márcia dizendo que iria matá-la, pois “nunca mais tomaria mulher de ninguém, também declarou na ocasião que os dias de Márcia estavam contados. De fato, a ameaça foi cumprida 3 meses depois Ana Iris matou ou mandou matar Márcia quando esta voltava, cansada, de mais um dia duro de trabalho.

Márcia trabalhava com dedicação e tinha apenas 26 anos de idade. Também sonhava em ajudar às pessoas doentes, pois fazia enfermagem pela PROFAL. Márcia gostava de ler e fazer amigos. Seu sorriso foi apagado por pessoas que não sabem o valor de uma família e desconhece totalmente os princípios cristãos. Deus na sua infinita misericórdia, é quem nos conforta e nos dá a certeza que Márcia está do seu lado, porque ela não fazia mal a ninguém. Nossa família sempre a orientou a praticar o bem e ajudar as pessoas e, somos testemunhas que ela o fazia com prazer.

Neste momento rogamos à justiça que ela cumpra a parte dela porque foi a nossa Márcia, amanhã poderá ser a filha de outras pessoas, pois a impunidade e a morosidade da justiça está estampada no país. Este é o relato de uma mãe sofrida e desesperançosa. Francisca Nila Nobre de Sousa.

Aqui coloco uma carta feita pelo primo de Márcia, um adolescente de 13 anos de idade, mostrando o que a violência faz com pessoas de bem e o trauma que deixa a família de uma pessoa dizimada por uma monstruosidade. O título da carta é “Caminhando para a morte”.

Jesus teve seu sangue derramado e sua mãe: Maria Santíssima sofreu ao pé da cruz. Minha filha também teve seu sangue derramado e eu estou sofrendo ao pé da justiça. Uma mãe que ama seus filhos mais que a própria vida.

Francisca Nila

 
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