Mauro Ivan de Araújo

Quatro tiros calaram para sempre a voz, o sorriso de Mauro Ivan. No dia 14 de fevereiro de 1999, a minha vida e de meus familiares foram destruídas. Quando um bárbaro crime tirou de nosso convívio o meu filho Mauro Ivan, um jovem de 26 anos, que trabalhava de motorista, fazendo transportes de pessoas, time de futebol, mudanças etc. Para seu próprio sustento e de seus pais. Mauro Ivan era alegre, inteligente, saudável e cheio de planos para o futuro. Mas teve uma trágica morte quando quatro tiros tiraram-lhe o direito de vier e sonhar. Quando meu filho estava num barzinho, vizinho a minha casa, com um amigo por nome de Crisneudo. Foi aí que de repente chegou uma outra pessoa por nome de Vicente de Paula Alves do Amaral, e surgiu uma discussão banal. Logo depois, acalmaram-se e o meu filho foi pegar uma roupa na casa da namorada. E o Vicente que tinha uma garagem em frente a casa da mesma, quando o viu, voltou a insultá-lo mandando Mauro Ivan sair para fora. E ele teve a infelicidade de sair. E continuou as provocações e ele começou a atirar no meu filho que pedia para que não o matasse pois eles eram amigos. Mais logo que Mauro Ivan caiu no solo ele chegou bem perto, e deu o último tiro de misericórdia na cabeça, enquanto as pessoas presentes pediam para que não atirasse mais e ele dizia que quem se aproximasse ele atiraria. Foi quando chegou uma viatura e os policiais o prenderam em flagrante com um revólver e uma faca. E socorreram meu filho para o Frotinha( hospital), que não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. E o acusado foi preso na Delegacia Metropolitana de Maracanaú, como autor de lesão corporal, seguindo de morte.

O homicida foi recolhido a cadeia pública de Caucaia. Condenado a 12 anos por outro crime, a execução de Neemias Eufrásio de Oliveira, no dia 16 de setembro de 1994. Apesar de condenado a 12 anos só passou 1 ano e oito meses na prisão. E está solto sem responder pelo assassinato de Mauro Ivan, pois não temos condições de pagar um advogado .

No dia 1o de agosto de 2002 as testemunhas foram convocadas a depor, mais chegando lá ficamos sabendo que não haveria audiência pois o juiz Dr. Geraldo Bezerra estava com problemas de garganta e por isso as testemunhas não foram ouvidas.

Até aí ele ainda estava preso mas logo em seguida ele foi solto.

Outra audiência foi marcada para ouvir as testemunhas e o acusado, mas ficamos sabendo no Fórum de Maracanaú que o mesmo não tinha recebido o chamado. Mas quando minha filha foi ao estacionamento do Fórum ele estava dentro de um carro cor vinho com dois homens. Tem outra testemunha que também viu, ele não foi depor suponho porque não quis.

Outra audiência foi marcada para o dia 27 de novembro de 2000. Peço que vocês da APAVV me ajudem. Não queremos vingança, queremos justiça.

 
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