Marlene da Silva Lima
Marlene e José Maria
da Silva viveram seis anos juntos. Depois de um certo tempo
de convivência, as brigas por ciúme passaram a
ser constantes. José Maria desconfiava de tudo e de todos,
dizia que Marlene tinha amante e vivia a perseguí-la.
Marlene não suportando ver o de sempre, José Maria
virar sofás, quebrar móveis, destruir tudo, resolveu
dar um fim ao relacionamento e definitivamente não o
aceitou mais. Com 15 dias de separados Marelene voltava da Academia
de Ginástica com sua filha Daniele e deparou-se com José
Maria no bar em frente a sua casa, logo depois recebeu um recado
que o mesmo queria falar com ela. Ela saiu ao seu encontro e
foi logo dizendo que ele a deixasse em paz, que tudo estava
acabado e que não queria mais saber dele, ele respondeu
que se ela não fosse dele, não ia ser de mais
ninguém e já com o revólver na mão,
dá uma coronhada na vítima ferindo-lhe a testa.
A mesma quando vê o sangue escorrendo em seu rosto, dá-lhe
um tapa, ao que ele responde com dois tiros no peito. Segundo
os médicos por um milímetro não atingiu
o coração. Marlene foi socorrido por vizinhos
e passou 3 meses no HGF.
Marlene hoje é paraplégica,
não pode trabalhar, mora em favelas e desde o dia 4 de
abril de 1996, data do crime, luta por uma pensão alimentícia.
Conseguiu. Recebe hoje R$ 120,00, dos quais ainda dar R$ 50,00
mensalmente ao seu advogado José Ivan Naval referentes
a honorários.