KILMER CLAY ALMEIDA DE FREITAS

No início da copa do mundo de 1998, mais precisamente no dia 16/06/98, o Brasil disputava o penta campeonato de futebol, mais um jogo ganho pelo Brasil, seria mais um dia alegre e cheio de euforia em comemoração a mais uma vitória.

Klimer Clay Almeida de Freitas – "KIKO", como era conhecido por todos aqueles que o conheciam e o amavam, saiu cedo de casa, para assistir ao jogo do Brasil, em companhia de sua namorada Bianca e outros amigos, na Praia de Iracema, local agradável e turístico de nossa bela Fortaleza. Depois de toda animação da vitória da seleção brasileira e já cansado, Kiko resolve deixar sua namorada em casa, prometendo-lhe que iria para sua residência sem desviar o caminho, mas como era de costume, resolveu passar num barzinho do bairro onde morava (Monte Castelo), que sempre serviu de ponto de encontro entre seus amigos de infância. Por volta das 22h, chegando ao barzinho pediu uma cerveja. A proprietária, Sônia, que também era sua amiga, veio servi-lo e sentou-se ali com ele e mais duas pessoas, sua filha e uma funcionária da casa.

Após alguns minutos, chega de bicicleta "Dioclin", um assassino frio e cruel, que mataria o nosso Kiko sem piedade. Tudo começou quando um indivíduo chamado Erlon, que se dizia amigo da vítima, chega e senta-se à mesa de Kiko com o intuito de tomar cerveja ás custas do mesmo, como era seu costume. Ao sentar-se Erlon chama a atenção do assassino que é seu amigo, o "Dioclin", este irritado por Erlon não ter se sentado em sua companhia, passou a dirigir insultos ao Kiko com palavras de baixo escalão. Com isto Kiko quis tomar satisfação, indagando se aquelas ofensas eram com ele, pois não o conhecia. Então o assassino confirmou que era com ele mesmo e subitamente sacando de um revólver disparou 4 tiros à queima-roupa, não dando ao Kiko a mínima condição de defesa. Erlon vendo o acontecido tratou de fugir juntamente com o assassino. Kiko foi socorrido por amigos que moram ali perto e submeteu-se a uma cirurgia que durou quatro horas, porém não resistiu.

Após o acontecido tivemos informações que o assassino "Dioclin", no dia do crime, estava bêbado e drogado, e que tinha dado dois tiros no lugar que freqüentava, chamado Vila Macaco, onde morava um homossexual com quem mantinha um relacionamento amoroso. Tomara aquela atitude por estar revoltado com o término do caso, pois o homossexual não mais o queria, por temer pela própria vida. A vida pregressa do assassino, já demonstra seu péssimo caráter. Seu comportamento não condiz com uma pessoa de boa índole. Ele sempre ameaçava seus professores, amigos, funcionários e diretores do Colégio Liceu do Ceará onde estudou.

Até hoje, inconformada, nossa família clama por justiça. Os procedimentos policiais e judiciais foram cumpridos e a prisão preventiva do acusado foi decretada, mas o mesmo encontra-se foragido. A prisão deste indivíduo não trará nosso Kiko de volta, cheio de paz, de ternura e com seus 28 anos de juventude, mas evitará que outras pessoas possam ser vítimas desse monstro. O Kiko bom filho, bom irmão, bom amigo, bom moço, querido de todos nós continuará sempre em nossos corações e na razão de nossa luta por paz e fraternidade. Esperamos que a justiça dos homens se realize, mas temos a certeza que justiça de Deus não tardará e virá na hora certa.

Responsável: Maria Valbenia de Almeida – Tia de Kilmer e mebros da APAVV – Associação de Parentes e Amigos de Vítimas da Violência. Rua Crispim Almeida, 13 – Monte Castelo – 281.6204 e 223.7109.

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