Caso PM Josberto Jr.
Aconteceu no dia 28/02/1999,
por volta de 1:45 da manhã no bairro Conj. Ceará,
na cidade de Fortaleza-CE.
O Josberto Jr., era um jovem
comum, que tinha ingressado a três meses na Polícia
Militar, o mesmo era uma pessoa tranqüila, meiga e de bom
caráter, não apresentava nenhum distúrbio
emocional, e estava bastante feliz por ter ingressado na polícia
militar. Era lotado na cidade de Hidrolândia, e quase
todos os fins de semana estava em Fortaleza, cidade onde residia
nesse bairro e na mesma rua à 17 (dezessete) anos, e
não tinha inimigos.
No dia 25/02/99, numa quinta-feira
o mesmo chegou de Hidrolândia, cheio de alegria como sempre,
e dizendo que estava na melhor fase de sua vida, pois estou
fazendo o que gosto, e posso ajudar a minha família,
e passou o dia tranqüilamente, só que no dia seguinte
26/02/99 , sexta –feira, Josberto Jr. bebeu próximo
à sua casa, e no meio de uma brincadeira colocou spray
(líquido que arde) nos olhos de Flavinho e do Bel, ambos
se conheciam à mais de quatorze anos, e moravam todos
na mesma rua. No dia 27/02/99 Josberto Jr. estava preocupado,
pois os mesmos com certeza não teriam gostado da brincadeira,
e os procurou para pedir desculpas pelo o que tinha ocorrido
na noite anterior, inclusive perguntou para o Flávio
se ele iria cobrar alguma coisa pelo ocorrido, pois este era
um bandido camuflado e tinha um irmão chamado "Leno,"
bandido de alta periculosidade, que já tinha matado dezessete
pessoas, mas este respondeu "o que é isso Josberto
Jr., isso foi só uma brincadeira", e se desculparam,
só que a traição logo viria, e seria fatal.
No sábado, Josberto
Jr. passou o dia tranqüilo, passeou, saiu para casa das
colegas, chegou em casa por volta das 12:25 da manhã
de domingo, dizendo que ia para um aniversário de um
colega, e que ira ser comemorado no bar de nome Birinaite. Quando
procurou pelo revólver, a sua mãe falou que o
seu pai tinha escondido sua arma, ele não queria o filho
andando armado sem está em serviço, só
que procurou e achou, sua mãe voltou a falar, "meu
filho você vai levar a arma sem munição?",
pois estava sem munição, ele falou "vou levar
só par intimidar os vagabundos, pois à essa hora
é só o que tem na rua", o mesmo saiu e nunca
mais voltou vivo.
Quando Josberto Jr. chegou
neste aniversário encontrou-se com Claudstone Tavera,
eram colegas e moravam na mesma rua. O mesmo era irmão
do Bel, um dos rapazes que Josberto Jr. tinha colocado spray,
logo resolveram vir para suas casas juntos, pois ambos moravam
na mesma rua, no percurso de volta pararam no bar da Socorro
e encontraram mais um amigo, era o Sérgio Alexandre (Neguinho),
vizinho do Josberto Jr., a partir desse momento só conhecemos
a versão do Claudstone e do Sérgio Alexandre (Neguinho),
que estão diretamente ligados ao crime, que era a seguinte:
que Josberto Jr. atirou nele mesmo, cometendo suicídio.
Claro que isso era o mais prático e conveniente para
ambos, de se livrar da responsabilidade de um homicídio,
ou então de apontar o responsável pelo disparo.
A família não
acreditou no suicídio por várias hipóteses,
o mesmo transbordava felicidade, não era desequilibrado,
não tinha dívidas, não era apaixonado,
o mesmo era canhoto e o tiro foi dado do lado direito, o tiro
da vítima foi disparado tão próximo que
queimou a pele, e os peritos dizem que o suicida nunca encosta
tão perto, e com tanta força, o mais inédito,
é que o revólver da vítima era de 5 (cinco)
tiros, e os bandidos dizem que ele efetuou dois tiros para cima,
e depois um nele próprio, se foi assim o revólver
tinha que ser de seis tiros, pois o revólver do mesmo
encontra-se com três balas intactas, e segundo a versão
dos envolvidos a vítima teria efetuado três disparos
anteriormente, como então sobrou 03 balas ? Ou a bala
que matou saiu de outra arma, ou a arma da vítima foi
municiada depois que o atingiu. Mas fica a pergunta, quem municiou
a arma? Ninguém sabe?
Na roupa da vítima
foi encontrada duas cápsulas deflagradas, quer dizer
que mesmo depois de um balaço na cabeça fatal,
a vítima teve condições de abrir o tambor
da arma, tirar as cápsulas, e colocar no bolso da bermuda,
isso é inédito, só a justiça se
faz de cega.
Diante destes fatos, quando
o inquérito chegou no fórum, o promotor devolveu-o
para a delegacia 12º Distrito para novas averiguações,
e uma reconstituição, isso foi pedido no dia 07/06/1999,
só que para ser feito a família da vítima
teve que recorrer a imprensa, e autoridades competentes, pois
a delegada titular do 12º Distrito, Eliana Barbosa, não
queria cumprir com sua obrigação, só houve
essa reconstituição devido a luta da família,
o que terminou por se realizar em dezembro de 1999, ficou constatado
pelo promotor da 6a Vara do Júri Humberto Ibiapina, que
todos estavam mentindo, e diante de tantas evidências
ficou comprovado que houve um homicídio, e foi indiciado,
Sérgio Alexandre (Neguinho), e Claudstone Tavera, no
artigo 121, Código Penal, só que não existe
testemunha, e eles negam as acusações. Testemunhas
existem, apenas não tem coragem de aparecer. A Polícia
Militar não ajudou a família em nada, até
a pensão da vítima ficou para o governo do Sr.
Tasso Jereissate, que é considerado um dos melhores governantes,
mais a dignidade dele não chega a quem realmente tem
direito.
A vítima tinha um
seguro, e a família também não recebeu,
pois enquanto não tiver a pronuncia do Ministério
Público em relação ao homicídio,
não sai nada.
O processo de nº 19993213-0,
se encontra na 6a Vara do Júri atualmente sem promotor,
a família da vítima não tem advogado, e
sei que esse caso não vai dar em nada, e mais uma vez
morre um cidadão, e um bandido fica livre como se tivesse
feito um bem à sociedade.
As autoridades precisam
tomar uma posição em relação a essas
leis que passam a mão na cabeça dos bandidos,
e deixam os familiares das vítimas desamparados, e a
mercê da própria sorte.
Sei que o Josberto Jr. não
vai mais voltar, mais os criminosos precisam ser punidos, pois
não acabaram só com a vida de um jovem de 24 (vinte
quatro) anos, e sim de toda sua pequena família.
A sociedade clama por justiça.
Não agüentamos mais ver nossos filhos, irmãos,
pais, mães, serem assassinadas, e os bandidos nem se
quer irem para a cadeia. Os assassinos foram julgados e absolvidos.
Viva a impunidade!