Iuri Pereira de Souza

Iuri Pereira de Souza com apenas um aninho e seis meses foi mais uma vítima de violência dos nossos tempos. Ele sofreu traumatismo abdominal no dia 26 de novembro de 2002 culminando com seu falecimento. IURI, segundo os legistas do IML, foi impiedosa e intencionalmente espancado e teve uma morte lenta e cruel. Haja vista que ele agonizou por várias horas sem nenhuma forma de assistência.
O fato aconteceu na residência do mesmo localizada na av. dos Expedicionários, bairro montese em Fortaleza. Nesse dia, seu pai saiu cedo para trabalhar despedindo-se de seus filhos menores (Ian e Iuri), que ficaram sob os cuidados da babá, no portão com um beijo e um tchauzinho. Ao retornar do trabalho, no começo da noite, encontra seu filho caçula sem vida.
O Inquérito policial foi realizado no 25º DP – montese. Maria Geny Guanabara (madrasta do bebê) e Renata Maria Barbosa (babá) foram indiciadas por homicídio qualificado e omissão de socorro respectivamente. A babá teve prisão temporária decretada pela Justiça ficando recolhida à carceragem do 25º DP no período de 30/11/2002 a 12/12/2002. A madrasta foi presa logo após acareação com a babá no dia 6 de dezembro e posta em liberdade no dia 11 do mesmo mês; cumpriu prisão no Hospital da Polícia Militar. Portanto, ambas gozam de plena liberdade. Renata Maria Barbosa e Maria Geny Guanabara foram denunciadas pelo Ministério Público em fevereiro de 2003. O Processo Criminal encontra-se na 4ª vara do Júri.
IURI era um bebê lindo, saudável e inteligente que encantava a todos ao seu redor com gestos e atos de uma criança que teria o prazer infinito de viver. Uma criança forte e robusta (fofinho) era também meigo e divertido. Porém, infelizmente alguém que o rodeava e, que todos acreditavam que fosse sua proteção, sem explicação e nem piedade tira-lhe o mais sublime direito do ser humano, o direito de viver.
Sabemos que o IURI está ao lado dos anjinhos no céu e que a Justiça de DEUS virá, mas torcemos, queremos e exigimos a Justiça dos homens, mesmo sabendo que nada o trará de volta, e que eternamente iremos conviver com a dor e a saudade do nosso Iuri.

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