ELIANE VANESSA

Eu, Maria das Dores da Silva, faço parte da APAVV. Não só lutamos por um caso isolado, e sim por todos os casos.
Eliane era uma Jovem de 24 anos, filha única, bonita, inteligente, a mesma era policial civil a 5 anos, tinha muitos sonhos, um deles era um dia ser promotora de justiça. Eliane namorava a 4 anos com um motorista do tribunal de justiça, o mesmo chamava-se Zacarias Ferreira de Araújo Neto.

No dia 10 de dezembro de 1998, ele assassinou minha filha covardemente, com 3 tiros, trancou-a no carro tomando a chave sem que ela pudesse esboçar nenhum gesto de defesa.

Livrou-se do flagrante, e continua solto. Zacarias não só matou Eliane Vanessa matou também o pai e a mãe da vítima. Hoje estamos vivendo com a força de Deus, não temos mais planos para nada, estamos morrendo aos poucos, pois o vazio, a tristeza, a saudade e dor foi o que nos restou. Foi embora com Eliane uma grande parte de nossas vidas.
Quem teve a felicidade de conhecer Eliane sabe que ela era uma pessoa boa, trabalhadora, alegre, inteligente. Eliane só pensava em nos ajudar, mas pela ironia do destino ela conheceu este assassino cruel, que tirou minha filha para sempre.

O inquérito foi feito na delegacia 12º distrito do Conjunto Ceará. Ele foi indiciado por crime doloso qualificado, inicialmente o processo foi para Vara do Júri da comarca de Fortaleza, o advogado de defesa apelou e o processo foi para o tribunal de justiça e está com o desembargador Fernando Luiz Ximenes Rocha, que julgou o recurso negativo.
Nós clamamos por justiça, é um direito nosso ver os assassinos serem punidos, mesmo sabendo que isso não vai trazer nossos parentes queridos de volta, mas se a impunidade persistir a violência vai aumentar a cada dia, a cada segundo.

A sociedade exige que as autoridades mudem essas leis que estão aí, que deixam brechas, onde os advogados entram com recursos e os assassinos quando condenados, cumprem a pena livre, isso é doloroso e um incentivo à criminalidade. Estamos cansados de ver nossos jovens serem assassinados barbaramente e sem que nenhuma providência seja tomada. Ontem foi minha filha. Amanhã pode ser à sua!

 
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