Dário Florêncio
da Silva
Dário Florêncio
da Silva, foi para a cidade de Guamaré/RN no intuito
de trabalhar na empresa Crivel Engenharia Ltda., em uma obra
que estava sendo feita na dita cidade (obra da Petrobrás).
Segundo a viúva Vanda Maria Lopes da Silva, Dário
foi trabalhar nesta firma a convite de uns amigos conhecidos
por Bezerra, "Oioi" e "Dodo". Ele foi empregado
nesta dita construtora no dia 11/01/1999, tendo sua carteira
do Ministério do Trabalho assinada neste mesmo dia. Do
dia 10 para o dia 11 de fevereiro Vanda recebeu um telefonema
de um amigo do seu marido conhecido por "Oioi", informando
que seu marido tinha sido posto para fora do alojamento da empresa
e em seguida o vigia da empresa tinha chamado a polícia,
a qual tinha prendido o seu marido. Segundo um informante, participou
da prisão um soldado de nome Júnior que trabalhava
na delegacia de Guamaré/RN. Segundo esse soldado, Dário
estava batendo com a cabeça nas grades da cela e depois
bateu a cabeça no vaso sanitário. O soldado por
sua vez chamou uma ambulância e encaminharam a vítima
para o hospital de Macau/Rn, e disseram que ele estava com traumatismo
craniano, encaminharam Dário para um hospital em Natal/RN.
Antes de ir para o hospital a ambulância passou na firma
Crível Engenharia e pegou dois funcionários que
eram encarregados de transporte e segurança. Um carro
da empresa foi acompanhando a ambulância. Testemunhas
afirmam que antes de chegar a cidade de Ceará Mirim,
Dário pulou da ambulância por cima do volante,
os funcionários da empresa que acompanharam informaram
que o mesmo saiu correndo para dentro do mato e desapareceu.
Quatro dias depois, Dário foi encontrado morto em estado
de putrefação. A polícia de Ceará
Mirim juntamente com um agente funerário chamaram o IML
de Natal/RN e Dário foi examinado e enterrado como indigente,
constataram que a causa da morte foi natural. Dias depois o
mesmo agente funerário avisou a família que mora
em Fortaleza-CE. Nove dias depois do ocorrido a empresa ainda
não tinha tomado nenhuma providência. Vanda foi
procurada pelo diretor comercial da empresa C&AS Cobrança
e Assessoria, Sr. Idinaldo de Moraes, que lhe pediu xerox dos
documentos do falecido. Vanda assinou cinco folhas de papel
escrito (mas não leu). Até hoje Vanda só
recebeu a quantia de R$ 25,00 (vinte e cinco reais), e a conta
da Pousada que ficou hospedada. A viúva solicita a exumação
do corpo de seu esposo para que seja feita uma nova necropsia
no intuito de esclarecer a morte do mesmo. Vanda tem certeza
que seu esposo fora assassinado.