CRISTIANE ALMEIDA
MELO
Cristiane Almeida Melo Paes,
23 anos, casada, comerciária, conheceu Orlando em AGO/93
numa academia nas proximidades da Parquelândia, onde seu
pai morava. Orlando era segundo sargento temporário do
exército – 10ª cia de guardas, há dias
vinha lhe assediando e chegou até pedir-lhe em namoro,
mas esta era casada e disse que não o queria. Ele não
se conformava e passou a persegui-la. A família prestou
queixas no exército por ele estar ameaçando a
vida de Cristiane e seus familiares, inclusive o marido e seu
filho. Orlando foi chamado a se explicar e garantiu não
mais se intrometer na vida de Cristiane e deixá-la em
paz. A vítima deixou de freqüentar a academia por
causa de Orlando. Mas Orlando continuou perseguindo Cristiane,
inclusive espancando-a no meio da rua e fazendo ameaças
casa ela contasse as agressões. Orlando seguiu Cristiane
e seu marido na rua Princesa Isabel e com um revolver apontando
para seu marido a seqüestrou, colocando-a num táxi
em direção a avenida José Bastos, o taxista
parou a corrida, pois Orlando estava espancando-a violentamente.
Ele desceu arrastando-a o que causou a fratura de do pulso de
Cristiane, e seguiu em direção ao HEMOCE( banco
de sangue). O porteiro do HEMOCE viu quando ele pegou a faca
de serrilha e aplicou-lhe 6 facadas e saiu andando naturalmente,
como se nada tivesse acontecido. O porteiro socorreu Cristiane
que ainda estava com a vida a levou para o IJF( hospital) no
centro , onde foi submetida a uma cirurgia, mas não resistiu
, faleceu dia 06/02/94, em virtude de perfurações
no pulmão , coração, fígado, veia
cava superior. Depois de sete dias ele se apresentou no quartel
e em seguida no 3º distrito onde foi aberto o inquérito.
Ficou preso no quartel menos de três meses e fugiu no
dia 22/05/94.
A família durante
dois anos fez uma campanha para localizá-lo com ajuda
do delegado da polícia especializada Dr. Luis Carlos
de Araújo Dantas, e fomos encontrá-lo no DF, usando
documentos falsos com o nome de Carlos Adriano da Silva , onde
já se preparava para deixar a cidade em direção
a Araguaina no estado de Tocantins, foi localizado na estação
Rodo Ferroviária do DF, por volta das 21h. Foi trazido
para Fortaleza , se apresentou a Justiça e foi encaminhado
para o Instituto Olavo Oliveira, onde ficou preso durante três
anos. Com sua fuga foi considerado desertor do exército.
Na sentença foi condenado a 16 anos de reclusão
pela 6ª vara do júri através da juiza Sérgia
Miranda. O advogado do réu entrou com recurso e o juiz
acatou o pedido transferindo-o para a cidade de Aurora no estado
de Tocantins, onde mora seus pais. Desde 26/10/98 vive em liberdade
condicional.