Antônio Gomes
de Matos
Na quarta-feira,
dia 22 de abril de 1997, a família de “Carlinhos”
o esperava chegar do trabalho às 17 horas, como
era de costume. Já eram 19:30h quando sua irmã,
Maria Aparecida, chegou e encontrou a mãe preocupada
com o atraso de “Carlinhos”, pois este era
muito responsável.
Neste momento, a família
passou a procurá-lo na casa dos amigos, parentes
e pela cidade, contudo ele não foi encontrado.
Após esta busca sem êxito, resolveu-se procurar
nos hospitais e delegacias e, mais uma vez, as buscas
foram em vão. |
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Já eram quase meia noite quando a família teve
que parar as buscas devido a uma forte chuva que caia sobre
a cidade.
Após uma noite acordada, a família e amigos (cerca
de 30 pessoas, incluindo alguns mototaxistas) retornaram às
buscas e novamente não obtiveram sucesso. Mesmo assim,
voltaram à delegacia, mas a queixa de desaparecimento
só poderia ser feita após 24h. em casa, todos
aguardavam noticias.
Por volta das 14:30h do dia 23 de abril, o irmão de “Carlinhos”,
José Gomes de Matos (conhecido como Hominho), recebeu
um telefonema de um policial da cidade do Crato que dizia ter
encontrado um corpo totalmente carbonizado e pedia que alguém
fosse reconhecê-lo.
Juntamente com 3 vizinhos , José Gomes foi à delegacia
onde o policial deu as dicas do local e pediu que fossem na
frente e esperassem na entrada do sítio. Rogéria,
amiga de Aparecida, e os outros só reconheceram o corpo
devido a um pedaço da blusa, a fivela do cinto e uma
unha grande que ele tinha em um dos dedos. Após o reconhecimento
foram tomadas as devidas providencias para o sepultamento que
aconteceu no dia 24 de abril de 1997.
Passados 3 dias, um policial recebeu um telefonema anônimo
de uma pessoa que dizia ter visto uma moto vermelha com as mesmas
características da moto de “Carlinhos” em
uma casa localizada na Serra do Araripe. Sabendo da pista exata,
os policiais foram ao local e encontraram a moto escondida na
casa do pai de Antônio Pires (um dos assassinos).
Logo que recuperaram a moto, os policiais foram às capturas
dos assassinos. Antônio José foi preso (em menos
de um ano conseguiu fugir), seu primo Antônio Pires nunca
foi encontrado, mesmo sendo baleado em uma das pernas num confronto
com a policia.
Obs: vítima e acusado se conheciam.
Segundo o laudo do IML, a vítima foi queimada viva. Ela
teve 96% do corpo carbonizado.